Estrabismo convergente (esotropia) congênito: o tratamento é cirúrgico e deve ser realizado entre 6 e 12 meses de idade, visando a possibilitar o alinhamento dos olhos e o desenvolvimento da fusão das imagens. A cirurgia pode não estar indicada em casos associados a problemas neurológicos.
Até a cirurgia deve-se fazer oclusão alternada dos olhos (um dia cada olho), não apenas para evitar a ambliopia (deficiência de desenvolvimento normal do sistema visual de um ou ambos os olhos, durante o período de maturação do sistema nervoso central - que especificamente para o sistema visual estendem-se até os 6-7 anos de idade) que é rara nesses pacientes porque geralmente apresentam fixação alternada, mas para forçar a movimentação dos olhos e evitar a hipertrofia dos músculos contraídos.
Estrabismo convergente (esotropia) adquirido: têm tendência a aparecer entre os dois e três anos de idade. As puramente acomodativas (por excesso de acomodação associadas com hipermetropia ou anomalias de convergência) quando tratadas nos primeiros 6 meses de sua instalação, podem ser corrigidas apenas com correção óptica (óculos) adequada. Eventualmente quando os óculos fazem apenas a correção do estrabismo com o olhar para a distância, mas permanece um desvio para perto, é necessária a prescrição de óculos bifocais.
Referencia da Imagem: Tipos de estrabismo. Imagen obtenida de la web de la Clínica de la Universidad de Navarra. www.cun.es/.../tu-perfil/infancia/estrabismo/
Fonte: Estrabismo convergente (esotropia) congênito e adquirido
Retirado do livro: Alves MR; Kara-José N. O olho e a visão. O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças. Ed Unicamp, 1996.